Domini Inferi Fest: Conheça um pouco mais a história do festival


E neste sábado (15/09) o DOMINI INFERI FEST caminha para sua 8° edição, se consolidando como um dos principais festivais undergrounds do Rio Grande do Sul.

Sendo assim, falamos com o idealizador do mesmo Wagner Santos, que nos falou um pouco mais sobre o festival, além de adiantar a edição especial de dezembro, confira:

Como surgiu a ideia do Domini Inferi Fest? E porque este nome?

Wagner: Na época em 2012 ainda não havia sido criado um festival em que bandas de gêneros diferentes pudessem interagir juntas no mesmo evento, então pensei em começar a fazer isso com bandas da cena Punk e Metal de forma que não houvesse problema entre os públicos, que de certa forma são extremos não só no som mas em ideologia fundamentada, sabemos que o Punk não tem relações com o Black Metal, mas isso não impede que o respeito seja reciproco na intenção de fortalecer a cena, vemos isso claramente no caso da banda Para Raio da Desgraça e do Revogar, estilos diferentes mas já tocaram algumas vezes juntos em prol da união da cena, temos também o Vultures que tocou ao lado do Humam Plague em uma edição do evento na cidade de Butiá e o respeito foi reciproco assim como outros episódios que tivemos com bandas de fora do estado. É muito importante falar que a separação de gêneros é algo que vem do próprio público e não das bandas, sempre que entramos em contato com as bandas para um novo evento deixamos claro que o Domini Inferi Fest apresenta em seu cast bandas de gêneros variados com a intenção de fortalecer a cena, se temos uma banda de Death Metal no cast do próximo evento certamente o público que foi para curtir Hardcore também irá prestigiar as outras bandas, e o público que vai aos nossos shows já conhece a proposta da produtora então isso é um fator muito positivo pois é a engrenagem que movimenta o motor deste festival, e quanto ao nome do festival escolhi este nome por causa do nome da produtora DOMINI INFERI PRODS assim temos maior facilidade em direcionar tudo a uma mesma página no Facebook.

O evento já tem uma certa tradição no estado do RS, como é para você esse reconhecimento?

Wagner: Hoje se colocarmos na busca do Facebook por eventos de Metal certamente teremos uma resposta acima do esperado, mas se repararmos bem na pesquisa teremos mais de 100 pessoas que marcam presença nos eventos das redes sociais, mas ainda é difícil fazer com que o público compareça fisicamente aos eventos e isso as vezes atrapalha o produtor, pois sempre queremos acreditar que o número mínimo de pessoas pagantes seja 50, quando vemos uma foto com 50 pessoas ou menos em um festival você pode ter certeza de que esse público é muito inferior e é muito fácil de entender isso fazendo o seguinte cálculo: se irão se apresentar 4 bandas e cada uma possui 4 integrantes só ai temos 16 pessoas e se estas 16 pessoas forem com suas esposas ou namoradas esse número sobe para 32 pessoas, ai vem a pergunta ... onde está o público agora se tinham 100 pessoas confirmadas? Não é fácil criar um evento que chegue a 8ª edição tendo uma 9ª edição com data marcada nos dias de hoje, a nossa cena não está se reciclando, mas estamos fazendo o possível para manter as bandas rodando na estrada e o maior reconhecimento que podemos ter vem das próprias bandas que participam dos eventos, pois já tivemos além de bandas daqui do RS algumas que vieram de SC, RJ e MG.

Como funciona o processo de escolha das bandas?
                                                                                                             
Wagner: Mudamos totalmente o conceito de escolha de bandas para as edições a partir de 2016, só serão convidadas bandas que ao menos um dos integrantes compareça a uma edição do festival com o intuito de apoiar o decorrente show que está acontecendo, querer tocar existem mil bandas, mas se faz necessário comparecer na cena e apoiar elas quando estão no palco, infelizmente ainda existem festivais que não partilham de dinheiro com as bandas que participam de seus festivais e ainda se dizem apoiadoras da cena, produtoras deste nível de imundice no que dependerem da DOMINI INFERI PRODS podem morrer de câncer no CÚ, pois se são capazes de apoiar a cena o mínimo que podem fazer é ajudar financeiramente as bandas e isso é uma das táticas absorvidas pelo DOMINI INFERI FEST, partindo de um princípio bem básico: a portaria do evento é dividida entre as bandas e a produtora em proporções iguais, visando dividir os lucros de forma geral, se temos uma portaria que gerou 1000 reais e se apresentaram 3 bandas este valor é dividido por 4, pois a produtora também está envolvida com divulgação, organização e responsabilidades com zines e web rádios sem deixar de mencionar que temos uma ferramenta muito ativa na produtora que se chama AGENCIA DE IMPRENSA, e por sua vez ela trabalha na divulgação dos festivais e a parte financeira coletada da portaria é dividida entre produtora e agencia de imprensa, então recapitulando a ideia de divisão se faz da seguinte forma: 3 bandas, 250 reais para cada uma, e os 250 reais da produtora são divididos com a agencia de imprensa, fazemos questão de deixar tudo transparente ao leitor para que não haja uma segunda interpretação de como o nossa produtora funciona.

Em um underground tão competitivo, como é manter o evento na ativa e chegando a sua 8° edição?

Wagner: A ideia de termos muitas bandas surgindo faz com que a cena se torne competitiva, mas vejo isso como um fator positivo, principalmente para nossa produtora sendo que trabalhamos com gêneros diferentes a cada nova edição do festival, em dezembro teremos uma edição especial de fim de ano com 3 bandas tributo sendo elas THE DOORS, BLACK SABBATH e MOTORHEAD, será uma grande noite e isso irá chamar a atenção de muitos que estarão lá no festival, pois poderemos mostrar do que somos capazes e criar um maior vínculo com o público que comparecerá na Embaixada do Rock em São Leopoldo.

Confirme sua presença no evento aqui:




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